Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Gaudério

Paixão Côrtes · Edição Limitada

Capa de Edição Limitada
Paixão Côrtes

Gaudério

Edição Limitada · 1978
Falado: na estância toda semana eu campereei de sol a sol e hoje sábado e com gama me corto vera tirana com duas braças de sol. cantando meu zaino negro galhardo abro o pala em cima da anca e a larga bombacha branca sobre a badana de pardo. fogoso pingo estradeiro sabe onde vou e onde vai e segue abraçando o freio a galopito no mais. falado: nas quebradas e coxilhas as canções das sangas claras estão pedindo silencio para os rufos do meu lenço e o alvoroço do meu pala. cantando sobe os pastos do chão de toda quieta querência o cheiro fino de essência chinoca e manjericão. falado chaga enfim a paisanita e diz me adeus num lindo mono coma graça humilde esquisita como a flor d ecinamomo. cantando e no aconchego do rancho dentro da noite invernal paira um campeiro perfume de flor gaúcha entre o xergalo cai a geada e o flete relicha branquiando pelo arrepiado olha noite pela frincha, então osilencio é gelado. falado É um frio que ninguém se arrima que hai até em noites daquelas neves coalhadas la em cima na pocilgas das estrelas cantando e os nosso peitos amantes, o ar parece que corta que os fogões dos amantes...
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