Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Na Ponta dos Dedos

Macedinho · Rastro da História

Capa de Rastro da História
Macedinho

Na Ponta dos Dedos

Rastro da História · 2013
Repentinamente a dor me pealou Me molestou os olhos Apressadamente o violão se amigou, Foi me pedindo colo. Cantador de vida brejeira, Não canta besteira, nem charla em vão Manuseia os apegos da fala E espera volteada, alçar de função. Cautelosamente o mal me embretou Me desalmando o chasque Tinha umedecido as leguas do grão, Lavando a cor do mate. Cancioneiro de prosa caseira Não culpa as ovelhas dos males que tem Faz seus versos rodeados de amigos E educa os ouvidos no canto de alguém. Ai, violão veiaco Eu quase me mato te amando, parceiro. Faz de conta que nessa milonga A vida se alonga na ponta dos dedos. Praserosamente o peito amansou Foi me sovando as botas Veio me tenteando o lenço e o chapéu E uns troços que se gosta. Quisera, ter podido Dormir a cavalo e fazer-me esquecer Silencioso com a minha silhueta Rondando as fronteiras do meu bem querer.
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