Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Cantar Galponeiro

Paulo Fogaça · Paulo Fogaça Canta José Cláudio Machado

Meu verso é rio de águas claras correndo para o remanso É igual a um potro manso se andar garboso e faceiro faz tempo que é meu parceiro pois é meu verso que acalma as penas da minha alma nas horas de desespero (o meu cantar galponeiro traz a marca da querência e aprova de uma existência cevada no mate amargo e quem aceita o encargo de campeiro cantador sabe que é fiador da memória do seu pago) quem não renega as origens é cerno de corunilha plantado numa coxilha palanque por vocação esta xucra devoção expressa através do verso participa do universo sem desgarrar do seu chão meu verso carrega o timbre do sentimento nativo e cada rima é um estribo onde se afirma a consciência e nesta busca de essência meu canto é quase sagrado porque projeta um legado além da minha existência
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