Letra da música
Abrindo as Asas
Os Monarcas

CD Série Duplo para Você (2005)


Esta música está disponível para ouvir

Fim de semana quero esgualepar o mondongo
Vou de porongo nas enchentes de percanta
Das vezes alguma pode querer se afogar
E eu vou salvar num boca a boca na bailanta.

Me agrada muito saracotear na campanha
E de barganha, cafunear seu coração
Eu tenho alma tapada de pega-pega
Que não renega um rebordejo de salão.

(Então me arranjo e me desmancho a vanerão
Onde o galpão de chão batido é minha casa
Não tem um índio que eu conheça no Rio Grande
Que o seu sangue pra um xixo não abra as asas)

A gaita velha vai cochichando um floreio
Pra este rodeio a lusque-fusque de lampião
Onde as prendaças vão mostrando sua graça
Pra os índios taura se coçar e dá de mão.

E bem assim segue o farrancho da peonada
Com a madrugada na garupa das esporas
Que vai surrada que nem couro de pandeiro
No entreveiro pra sinuelo da aurora.

(Então me arranjo e me desmancho a vanerão
Onde o galpão de chão batido é minha casa
Não tem um índio que eu conheça no Rio Grande
Que o seu sangue pra um xixo não abra as asas)


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

PERCANTA: Moça linda.

GALPÃO: Tipo de edificação que com o rancho forma um conjunto habitacional no RGS; numa Estância ou numa Fazenda, abriga o alojamento da peonada solteira, os depósitos de rações, almoxarifados, apetrechos, aperos, galpão-do-fogo, etc.

RODEIO: Reunião para cuido, que se faz do gado.

TAURA: Vivente que se pode recomendar.

GARUPA: Anca.

SINUELO: Um ou mais animais mansos que servem de guia à tropa.

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(letra e música para ouvir) Fim de semana quero esgualepar o mondongo Vou de porongo nas enchentes de percanta Das vezes alguma pode querer se afogar E eu vou salvar num boca a boca na bailanta.

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