Letra da música
Amor de Prosa e Mate
Berenice Azambuja

CD Chimarrão e Água de Côco (1999)


Nosso amor de prosa e mate que ninguém sequer suspeita
Que nunca viveu no catre o milagre da colheita
Vive momentos escassos que transbordam de emoção
Toda vez que eu te alcanço a cuia do chimarrão

Teus olhos verdes, tão verdes da cor da erva do mate
Buscam meus olhos com sede de matear paixão no catre
Então na roda de mate todos tencando tamanho
A gente vive e ainda parte os dois pedaços de um sonho

Por um instante eterno eu vivo o fim desta espera
Nas minhas mãos de inverno tuas mãos de primavera
E assim mateando desejos tu cevas vem que eu deponho
Em cada mate um beijo, em cada beijo é um sonho
Mas percebo o que me dizes num olhar que adivinho
Que ainda seremos felizes mateando a dois no ranchinho


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

MATE: Só é mate se tiver algum jujo (chá) junto com a erva.

CATRE: Cama rústica improvisada com o “maneador” passado entre dois varões que unem dois pares de pés em forma de “X”, sobre o que, coloca-se forros (pelegos).

CUCUIA: Além do além.

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(letra e música para ouvir) nosso amor de prosa e mate que ninguém sequer suspeita que nunca viveu no catre o milagre da colheita vive momentos escassos que transbordam de emoção toda vez que eu te alcanço a cuia do chimarrão
Chimarrão e Água de Côco de Berenice Azambuja

Com uma trajetória de sucesso Berenice Azambuja em seu CD Chimarrão e Água de Côco, lançado em 1999, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Berenice Azambuja.

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