Letra da música
Bailes do Boqueirão
Luiz Marenco

CD Filosofia de Andejo (1993)


Esta música está disponível para ouvir

Nos bailes do boqueirão sem espora ninguém dança
E toda e qualquer lambança se decide no facão
Nos bailes do boqueirão candeeiro de querosene
Gateada, ruiva e morena a gente amansa a tirão

Nos bailes do boqueirão com cordeona de oito baixo
A fêmea que agarra o macho e é proibido carão
Nos bailes do boqueirão não tem de mamãe não gosta
Depois que a chirua encosta só que aparte com facão

Nos bailes do boqueirão nunca se muda de rima
O mais fraco vai por cima e o mais forte anda no chão
Nos bailes do boqueirão ninguém é dono de china
E o causo sempre termina num sururu de facão

Nos bailes do boqueirão quando o candeeiro termina
Apenas o olhar da china serve de iluminação
Nos bailes do boqueirão sempre que dá um tempo feio
O taio de palmo e meio é menor que um beliscão


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

LAMBANÇA: Intriga, embrulhada, enredo.

CAUSO: Conto, estória.

CHINA: Mulher mameluca (primeira companheira do gaúcho).

PALMO: Medida do sistema sexagesimal: sendo linear é de 22 cm.; sendo superficial é de “22 cm X uma légua (6.600m) = 1.452m2”.

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(letra e música para ouvir) nos bailes do boqueirão sem espora ninguém dança e toda e qualquer lambança se decide no facão nos bailes do boqueirão candeeiro de querosene gateada, ruiva e morena a gente amansa a tirão
Filosofia de Andejo de Luiz Marenco

Com uma trajetória de sucesso Luiz Marenco em seu CD Filosofia de Andejo, lançado em 1993, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Luiz Marenco.

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