Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Milonga Crioula

Luiz Marenco · De Bota e Bombacha

Capa de De Bota e Bombacha
Luiz Marenco

Milonga Crioula

De Bota e Bombacha · 2001
Um chapéu desabado de água, barro, tempo feio Me aperta os tentos do barbicacho varando o passo num paysandu A tropa segue galopeada,com os burro n'água bandeando o rio Com o frio no lombo, encarangando coisa de loco, nunca se viu Peonada, é coisa braba nada de poncho trocando orelha Ressabiando queixo de potro com o gado gordo bufando as ventas O cusco sempre na volta tenteando a bóia, sobra de fiambre Pão com matambre, batata doce e um chibo bueno pro tira-gosto Um pingo manso de rédea me balda a sesta bocando o pasto Batendo casco de contraponto pedindo toso pras camperiadas Peonada, sempre que eu posso arranjo uns troço pra me entreter Encosto a cambona ao fogo e um mate novo vem me aquecer Qualquer sinuelo onde se apartam as reses Às vezes rondando a tropa a vida volta parar rodeio
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