Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Venta Rasgada

Tio Nanato · Santuário de Xucros

Capa de Santuário de Xucros
Tio Nanato

Venta Rasgada

Santuário de Xucros · 1990
Meu zaino meio assustado saiu perdendo os areios E fugiu em disparada foi um tombo dos mais feios; Tentei segurar o bicho, meu esforço foi em vão Rompeu peiteira e rabiço e saiu escravando o chão. Não tem nada que levanta, dá-lhe boca e pega a estrada Pois só não cai quem não monta na vida, venta rasgada Não há rodada mais feia, nem queda mais desastrada Do que frouxar-se do pingo na frente da namorada O índio vermelha a crista, da de redea e perde o rumo Se atira de contra a cerca que nem gado pra consumo Meu flete é manso de rédea, não foge de marimbondo Mais se ouve guizo de cobra, se nega e esparta o tombo Um ginete que se presa conta com a fibra e com a sorte Só vou deixar de montar com a rodada da morte.
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