Letra da música
A Cantiga dos Arreios
Walther Morais

CD Levando o Sul nos Arreios (2007)


Esta música está disponível para ouvir

Duas gargantas de aço da minha filosofia
São as rosetas da espora milongueando de porfia
E a cantiga mais gaúcha por poucas rimas que tenha
É o relincho do cavalo quando o galpão se desenha
Até meu basto sovado conhecedor das toadas
Vive cantando pra mim o que aprendeu nas tropeadas.

E quantas vezes a lua me viu cantando no campo
Com a barbela do freio cantando pros pirilampos
Em outras a estrela dalva que é mansa nas madrugadas
Soltava rimas de prata da garganta iluminada.

Se o bronze cantou mais alto pela garganta que tinha
Foi por andar no pescoço de tanta água madrinha
E as quatro patas ligeiras que também sabem ser calma
Cantam pra quem escutá-las com os ouvidos da alma
E esta cantiga que trago na voz de parar rodeio
Eu aprendi nas estâncias, escutando meus arreios.


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

RELINCHO: Som vocal dos eqüinos.

GALPÃO: Tipo de edificação que com o rancho forma um conjunto habitacional no RGS; numa Estância ou numa Fazenda, abriga o alojamento da peonada solteira, os depósitos de rações, almoxarifados, apetrechos, aperos, galpão-do-fogo, etc.

BASTO: Tipo de arreio.

BARBELA: Corrente que une as gâmbas do freio.

RODEIO: Reunião para cuido, que se faz do gado.

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(letra e música para ouvir) Duas gargantas de aço da minha filosofia são as rosetas da espora milongueando de porfia e a cantiga mais gaúcha por poucas rimas que tenha É o relincho do cavalo quando o galpão se desenha
Levando o Sul nos Arreios de Walther Morais

Com uma trajetória de sucesso Walther Morais em seu CD Levando o Sul nos Arreios, lançado em 2007, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Walther Morais.

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