Letra da música
Alma de Poço
João de Almeida Neto

CD João de Almeida Neto - Vol. II (1992)


Madrugada mais lubuna mateio desprevenido
Tenho andado mal dormido com paixões demais pra um
Os meus olhos tresnoitados se voltam mesmo pra dentro
A vida põe sal na boca e o mate não mata a sede

Querência fica distante mesmo andando dentro dela
Que me importa o sol na cara se a alma não amanhece?
Não quero sonhar de novo renascer não vale a pena, ai
Alegria pouco importa quando a vida anda pequena, ai

Solidão bate no rancho já me sabe mais covarde
Vou cultivando um silêncio que vai florescendo à tarde

(ai, ai, ai... de mim, corpo de moço,
Jeito de rio
Ai, ai, ai de mim, alma de poço,
Peito vazio
Ai, ai, ai... de mim, corpo de moço,
Jeito de rio)
Int.


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

MATE: Só é mate se tiver algum jujo (chá) junto com a erva.

RANCHO: Primeira habitação erguida no Continente de São Pedro, edificada com material que abundava no local (leiva, torrão, pedra ou pau-a-pique e barreado), coberto com quincha.

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(letra e música para ouvir) madrugada mais lubuna mateio desprevenido tenho andado mal dormido com paixões demais pra um os meus olhos tresnoitados se voltam mesmo pra dentro a vida põe sal na boca e o mate não mata a sede
João de Almeida Neto - Vol. II de João de Almeida Neto

Com uma trajetória de sucesso João de Almeida Neto em seu CD João de Almeida Neto - Vol. II, lançado em 1992, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de João de Almeida Neto.

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