Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Estampa

Vozes Campeiras · Trabalho de Mangueira

Capa de Trabalho de Mangueira
Vozes Campeiras

Estampa

Trabalho de Mangueira · 2011
Fulgor de tropa no entrevero de um combate sabor de mate no romper das madrugadas mescla de sangue com fumaça de candeeiro clarim campeiro dos tajãs pelas aguadas sina andarilha e rancho beira de estrada onde a pousada prá o andante será eterna linha de espera ressojando na barranca graxa na anca da potrada que se inverna É goela rouca de um cantador flor de taita ronco de gaita, deusa bugra do fandango É um bagual que perde a doma e se retrata prá serenata das esporas e do mango (isso é querência, isso é patria, isso é nação essa é a razão da liberdade que se acampa na alma xucra de quem ama esse torrão isto é rio grande, assim moldou-se a sua estampa) rudes arados, rebolcando a terra bruta mil reculutas e tropéis de gado alçado tiro de laço e boleadeira nos varzedos velhos segredos de um galpão mal assombrado É cancha reta e patacoada nos domingos cacho de pingo bem quebrado à cantagalo olhar matreiro da morena china linda que eu lembro ainda quando tive que campeá-lo (isso é querência, isso é patria, isso é nação essa é a razão da liberdade que se acampa na alma xucra de quem ama esse torrão isto é rio grande, assim moldou-se a sua estampa)
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