Letra da música
Lua de Estio
Jader Leal

CD Depois dos Mates (2011)


Esta música está disponível para ouvir

Jader Leal, Rafael Zinho, Cleiton Santos, Mateus Lampert

A sede do tempo secou as cacimbas
E os olhos da sanga só choram um fio
O campo minguando sabe que a seca
Se agranda no outono na lua de estio

As invernadas perdendo o viço
Novilhas no milho que não pendoou
A graxa das tropas perdeu-se na busca
Da velha barragem que o tempo secou

Negaram-se as chuvas que o março trazia
E a terra sentida, negou-se também
A mão campeira perde a serventia
A espera da lua no quarto que vem

O balde de lata rompendo silêncios
Só bebe esperanças num poço vazio
A pipa retoma o ofício carreiro
Quebrando o vidro do espelho do rio

A seca se agranda... É lua de estio

No campo judiado, um quadro sem vida
Retrata a dor a que o céu nos condena
Olhares garoam em preces mudas
E sofrem com o campo a dor dessas penas

O sol vai sumindo fica o campo em brasa
Os homens e os bichos e estes rancherios,
Parecem chorar, sonhando vertentes
Ao olhar silente da lua de estio


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

SANGA: Pequeno córrego, bossoroca.

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(letra e música para ouvir) Jader Leal, Rafael Zinho, Cleiton Santos, Mateus Lampert A sede do tempo secou as cacimbas E os olhos da sanga só choram um fio
Depois dos Mates de Jader Leal

Com uma trajetória de sucesso Jader Leal em seu CD Depois dos Mates, lançado em 2011, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Jader Leal.

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