Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Poeta Pescador

Jader Duarte · Escritos do Tempo

Capa de Escritos do Tempo
Jader Duarte

Poeta Pescador

Escritos do Tempo · 2018
Como pode um pescador, na barranca horas a fio Não se atrever ao poema, diante a riqueza de temas Que lhe proporciona uma rio Tem na calma do remanso, um silencio de tapera Onde uma voga arisca, brinca beliscando a isca Numa das linhas de espera Onde um martin num mergulho, faz tocaia a um lambari E uma cigarra harmoniza, lá do palco que improvisa Num galho de curupi... “E uma cigarra harmoniza, num galho de curupi” Logo abaixo na cachoeira, de beleza exuberante Águas viram cambalhotas, tirando das pedras notas Pra seu canto murmurante Chega a noite e no pesqueiro, tem saudade e solidão Pescador abraça o pinho, que em seu colo faz o ninho Emparceirando inspiração Pra pescador ser poeta, é o mais fácil desafio Noites se vestem de “Rillo”, até num canto de grilo Pelas barrancas do rio... “Noites se vestem de Rillo, pelas barrancas do rio” Letra: Moacir Dávila Severo Música: Jader Duarte Violões, contrabaixo e semi-acústica: Maurício Lopes Acordeon: Jackson Fabrício Vocais: Jader Duarte, Maurício Lopes, Jackson Fabrício e Everton Hernandez
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