Letra da música
Assoviando a Quero-mana
André Teixeira

CD Do Meu Rincão (2018)


(Guilherme Collares/André Teixeira)

E eu vinha chamando a ponta,
Assoviando a quero-mana...

O boi tranqueia olfateando
A cola do meu tordilho...
Com quatro dias de tropa,
Segue até onde desencilho.

Me toca um quarto de ronda
E eu só lembro da fulana...
E não me sai do assovio
Essa mesma quero-mana.

Se o mundo desaba eu tenho,
Bem sentado no lombilho,
Meu poncho azul contra a chuva
E as confiança no tordilho.

Meu sombrero, flor de abobra,
Desabado contra o vento
Protege o meu assovio,
E a quero-mana eu sustento.

Ao tranco, a noite na ronda,
A gadaria reclama,
Lembrando a minha saudade
Que se esvai da quero-mana.

Já não me sai da memória
A canção em que ela chama...
Nem sei bem se ela me quer,
Mas não esqueço a fulana.

E amanhã, de manhã cedo...
Eu sigo a mesma proclama...
E chamo a ponta assoviando
Essa mesma quero-mana!


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

RONDA: Ação de vigilância.

PONCHO: Pilcha, espécie de capa sem abertura e de gola redonda que abriga do frio.

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(letra e música para ouvir) (Guilherme Collares/André Teixeira) E eu vinha chamando a ponta, Assoviando a quero-mana...
Do Meu Rincão de André Teixeira

Melodias e poemas que cantam a terra, o universo do campo, os sentimentos do gaúcho, seus usos e costumes. Do Meu Rincão é o segundo CD solo do cantor, compositor e violonista André Teixeira e foi preparado de forma cuidadosa respeitando a tradição e as raízes da música regional.
O trabalho está sendo lançado de forma independente, reúne 17 composições do artista em parceria com grandes poetas e conta com as participações especiais de Luiz Marenco e de Marcello Caminha.
Para o artista, o novo trabalho é uma reverência ao campo, ao gaúcho e ao seu rincão, o Rio Grande do Sul. “Canto a minha terra porque eu sou cantor deste lugar e esse é o meu designo, meu elemento e minha vida”, explica.

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