Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Ideologia de Campo

Quarteto Pampa · Canta Anomar Danúbio Vieira - Metendo Corda

Letra: Anomar Danúbio Vieira "Quando me atrevo num verso, eu digo o que é de dizer Não sou de me arrepender, depois que escrevo, sustento Não anda ao sabor do vento quem tem alma de querência E tutano e procedência, quem tem, não afrouxa um tento Do campo, trago as imagens pra o interior do poema Sempre foi meu sistema encarar tudo de frente Lidando com bicho e gente, desconfiado e cabuloso Que o maula mais perigoso é o que se faz de inocente Sou de paz e de harmonia, mas, de varde, me aporreio E quem não quiser enlheio, que não me pise no pala Quem tem consciência, não cala ante os costumes mudados Quem manda muito recado, acaba perdendo a fala Não gosto que me comparem com nada e nem com ninguém Sou assim e assim convém de manter viva a tradição No meu verso de galpão pra se cantar debochado E não triste e acabrunhado que nem coruja em moirão Não sou santo, mas sou justo, meio certo e meio louco E fui conquistando aos poucos respeito e amizades boas Pra os namoro', meio à toa, mas carinhoso e sincero O que pra mim eu não quero, eu não quero pra outras pessoas Daquele tempo que eu venho, a vergonha tinha valor E a palavra, sim senhor, era mais que um documento A coragem e os argumentos governavam as atitudes E a honra de um índio rude se passava em testamento Hoje, anda escassa essa cosa' de ser correto e Pau-Ferro Mas ninguém ganha no berro da verdade e da razão Pois mais que mude a versão, não muda' os fatos da história E aquele que tem memória, tem seu futuro nas mãos"
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