Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Por Causa das Pilchas

Quarteto Pampa · Canta Anomar Danúbio Vieira - Metendo Corda

Capa de Canta Anomar Danúbio Vieira - Metendo Corda
Quarteto Pampa

Por Causa das Pilchas

Canta Anomar Danúbio Vieira - Metendo Corda · 2017
Letra: Anomar Danúbio Vieira "Me acomodei numas pilcha' nova' e larguei pro bailão do Anastácio na minha querida Santana do Livramento. Cheguei na frente, tinha um regional véio' mais ou menos deste jeito. Entrei, e como todo perdido que gosta de molhar a palavra, me fui pro rumo da aguada: -Quer com Vodka ou com Canha, moço? Me perguntou a bolicheira quando eu me oitavei na copa tranquilo, pedindo um Samba. -Com canha, por obséquio, já que a plata é uma escassez. Me desculpa o desacato, é que sendo mais barato, quem sabe, tomemo' uns três." A cordeona resmungava As morena' se cruzavam Vez por outra, me bombeavam Por causa, sim, das minhas pilcha' A rastra e a bota igual, lenço de seda encarnado O pala branco oriental, sobre o jaleco bordado Camisa meio social de um negror acetinado Bombacha gris de tergal cheia de favo dos lados A faca e o chapéu grande, deixei na entrada da festa Pois sei o baile que presta e a respeitar o ambiente É costume da minha gente se pilchar bem a preceito Que até um feio agarra jeito e se acomoda de frente E a noite corria frouxa, gaita, violão e pandeiro Nisso, um olhar mais matreiro que me campeava angustiado Me encontrou ainda oitavado, sem mais ninguém por testigo Por estas coisas que eu digo: -Hay que se andar bem pilchado! A rastra e a bota igual, lenço de seda encarnado O pala branco oriental, sobre o jaleco bordado Camisa meio social de um negror acetinado Bombacha gris de tergal cheia de favo dos lado' Me encorajei pra uma marca numa vanera bocona E fui tirando esta dona que me mirava indecisa Se era o negro da camisa ou o encarnado do lenço Que lhe causava desejo, a explicação, não precisa E o pala abanou na volta na cintura da morena Que dançou na cantilena que se dá embaixo da quincha A conquista vem na cincha e o resto é pura bobagem Que a metade é da coragem e outra metade é das pilcha' A rastra e a bota igual, lenço de seda encarnado O pala branco oriental, sobre o jaleco, bordado Camisa meio social de um negror acetinado Bombacha gris de tergal cheia de favo dos lado' A cordeona resmungava As morena' se cruzavam Vez por outra, me bombeavam Por causa, sim, das minhas pilchas
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