Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Querendona

Pátria Sulina · Com a Força Livre do Sul

Capa de Com a Força Livre do Sul
Pátria Sulina

Querendona

Com a Força Livre do Sul · 2006
Letra e Música: Rogério Villagran No floreio abarbarado Que o gaiteiro destramela Quem calça o pé na cancela Traz sempre um outro golpeado O candeeiro palanqueado Espera um grito de solta E um xucro procura a volta De um romance abagualado Se chamarreia a cordeona Num compasso fronteiriço Retemperando o feitiço Da mais linda redomona Que pede vaza e se adona Da alma do mais teatino Revelando pra o malino Que anoiteceu querendona No vai-e-vem deste embalo Que reponta e acolhera A changa alucina o qüera Que firma o corpo pra um pealo Fica floreando o gargalo Ao pé do ouvido da bruta Que balanceia o que escuta De alguém que mete o cavalo Proposta não é ofensa Tem um ditado que fala Mas se acaso la suerte es mala Hay quem leve por desavença A china escora a sentença E o guapo espera a resposta Onde, "às vez", escuta o que gosta Quem fala aquilo que pensa Talvez pensasse o paisano Num rancho de santa-fé E esta flor de aguapé Lhe enfeitando todo o ano Talvez pedisse o vaqueano Que a farra não fosse eterna E que ela boleasse a perna Na garupa do tobiano Talvez quisesse a grongueira Que o baile não terminasse Que o gaiteiro floreasse A mesma marca a noite inteira Porque, talvez, outra vaneira Não tivesse o mesmo encanto E o índio, por não ser santo Sumisse na polvadeira
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