Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Tributo ao Chimarrão

Fogo de Chão · Coletânea

Capa de Coletânea
Fogo de Chão

Tributo ao Chimarrão

Coletânea · 1998
É caixa de ressonância primitiva do meu pampa Carregas em tua estampa as tradições do meu pago Quando te sorvo amargo, tu aqueces minha garganta E o meu peito se agiganta te bebendo trago e trago Por isso quando eu morrer quero que tenha mateada E que desde a alvorada corra frouxo o chimarrão Pois pra mim significa e cuia de mão em mão Cada verso que eu cantei nos fandangos de galpão (dá de mão nessa chaleira E ceva logo um chimarrão Que o sul deste país Tem civismo e tradição) Hoje vive nos galpões e ranchos do povoado Testemunho do passado às futuras gerações E quando mateio sinto o gosto da minha querência Água pura que é a essência de caras recordações Oh, velha cuia redonda de pátrias continentinas Trazes o calor das chinas que comigo já matearam E cada mate sorvido tem ajoujo com a saudade Que hoje minha alma invade nas lembranças que ficaram
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