Letra da música
Baile de Ramada
Analise Severo

CD Pra Ser Presença na Saudade (1997)


Quatro esteios para as "toscas" mata olhos
De chão batido que nem eira pra feijão
São imagens criativas dos campairos
Que deram origem ao nosso carramanchão

O marcolino pucha o zaino frente aberta
Atira as garras e se bandeia pro outro lado
De rancho em rancho convidando a gauchada
Para o fandando com gaiteiro afamado

Pena que o tempo galopeia sem parar
E lá adiante pode ser o fim da estrada
Talvez não tenha um baile desses campeiros
De chão batido de baixo de uma ramada

A lua cheia vem chegando sem convite
E as estrelas se apresentam temporonas
O joão quati da uma "sova" na pandeiro
E a rapaziada vai se enchando as queredonas

Uma vanera penetra fundo na alma
E a gauchada se enleia de paixão
O mestre sala anuncia o fim do baile
Se vai a noite com ela uma ilusão

Pena que o tempo galopeia sem parar
E lá adiante pode ser o fim da estrada
Talvez não tenha um baile desses campeiros
De chão batido de baixo de uma ramada

Pena que o tempo galopeia sem parar
E lá adiante pode ser o fim da estrada
Talvez não tenha um baile desses campeiros
De chão batido de baixo de uma ramada


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

RANCHO: Primeira habitação erguida no Continente de São Pedro, edificada com material que abundava no local (leiva, torrão, pedra ou pau-a-pique e barreado), coberto com quincha.

RAMADA: Cobertura tosca de um girau com ramas, para sombreamento ou “baile de ramada”.

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(letra e música para ouvir) Quatro esteios para as "toscas" mata olhos de chão batido que nem eira pra feijão são imagens criativas dos campairos que deram origem ao nosso carramanchão
Pra Ser Presença na Saudade de Analise Severo

Com uma trajetória de sucesso Analise Severo em seu CD Pra Ser Presença na Saudade, lançado em 1997, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Analise Severo.

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