Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Léguas de Solidão

Jorge Freitas · 30 Anos de Coxilha Nativista

Capa de 30 Anos de Coxilha Nativista
Jorge Freitas

Léguas de Solidão

30 Anos de Coxilha Nativista · 2010
Letra: Humberto Zanatta, Luiz Carlos Borges Em andanças por caminhos Fez sua vida carreteando O próprio destino de peão. Cruzou sanga, cruzou mar, Pedra e pó encurtando Distâncias ganhou o pão Traçando estradas Nos atalhos primitivos No horizonte do bem longe andejou Como cobra Se estendendo nas coxilhas Novas querências o seu rastro demarcou Transportou com segurança Os mantimentos Para o comércio dos bolichos Nas estradas Carreteou cargas de lã De sal e charque E a própria história No ajoujo da boiada Nas pousadas foi plantando Vilarejos no ofício Da campeira geografia Pelo pago teve amores Que marcaram qual o canto Da carreta que rangia Rasgou o pampa Em léguas de solidão E da carreta fez trincheira e fez morada Fez da lua, do cachorro e dos avios Companheiros incansáveis das jornadas Do roda roda do tempo vão sumindo A junta mansa e a carreta velho trastes Porém a fibra do remoto carreteiro Não há tempo ou pedregulho que desgaste
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