Letra da música
Alma de Estrada e Poeira
Floreio Nativo

CD Investida (2010)


(Letra: Eduardo Corrêa | Música: Arthur Boscato/Felipe Silveira)

Sempre que sinto no rosto
O vento que corta a estrada
Lembro o rumor da sanga
Que corre pela canhada
Cortando o campo da frente
Do rancho, tua morada
Que deixei virar saudade
Na distância das tropeadas
Erguendo o sol na paleta
Nos mormaços de janeiro
Deixando suor encruado
Na curvatura do arreio
Salgando a carne dos pobres
Entre o couro e o baixeiro
Vivo a sorte dos perdidos
Por poeta e calleteiro

Na solitude das rondas
Minha alma se desgarra
E, campeando nas estrelas
Me acha junto às cigarras
Que cantam suas saudades
Pra infinitude do céu
Nos versos que trago escritos
Na aba do meu chapéu

Eu vejo o campo brotando
Depois do fogo semeado
E em cada quarto de lua
Eu rondo o sono do gado
Buscando no breu da noite
A luz de um olhar roubado
Que extraviou-se no tempo
Mas teima em ser recordado
Na partitura do tempo
Me fiz maestro da estrada
Da sinfonia dos campos
Sorvi o mundo em serenata
Soprei meus versos pro vento
Pra noite quebrei o véu
Pra ler poesia na poeira
Da aba do meu chapéu

Na solitude das rondas...

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(letra e música para ouvir) (Letra: Eduardo Corrêa | Música: Arthur Boscato/Felipe Silveira) Sempre que sinto no rosto O vento que corta a estrada
Investida de Floreio Nativo

Com uma trajetória de sucesso Floreio Nativo em seu CD Investida , lançado em 2010, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Floreio Nativo.

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