Letra da música
Bolicho
Cenair Maicá

LP Canto dos Livres (1983)


Esta música está disponível para ouvir

No balcão cheiro de risos de taboa velha riscada
Maço de palha e o fumo numa estopa remangada
Poeirada, muita cachaça e alguma rusga entaipada.

O rádio que se desmancha num tangaço de gardel
Peça de chita floreada, renda, alpargata e pastel.
E um gato velho brasino que a cuscada dá quartel.

Bolicho beira-de-estrada, na solidão da campanha
Onde o índio solitário afoga as mágoas na canha.
Morada dos cruzadores, onde o andejo sem rumo
Busca na canha e no fumo matar saudades de amores.

Lá fora a tava que sobe, cá dentro trago que desce
A goela da oito baixos canta até o que não conhece.
Um truco bem orelhado desde segunda amanhece.

Ninguém passa sem chegar no bolicho beira-estrada
E o bolicheiro alarife tem a cara preparada,
Às vezes sua livreta cobra quem não comprou nada.


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

ALPARGATA: Calçado de lona com solado de sisal.

TAVA: O osso do jogo-do-osso.

MASTRUCO: Grosso, sem educação.

BOLICHO: Pequena bodega.

ALARIFE: Indivíduo calaveira.

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(letra e música para ouvir) No balcão cheiro de risos de taboa velha riscada Maço de palha e o fumo numa estopa remangada Poeirada, muita cachaça e alguma rusga entaipada.
Canto dos Livres de Cenair Maicá

Com uma trajetória de sucesso Cenair Maicá em seu LP Canto dos Livres, lançado em 1983, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Cenair Maicá.

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