Letra da música
Alma Rural
Cesar Oliveira e Rogério Melo

CD Era Assim Naquele Tempo (2012)


Esta música está disponível para ouvir

Resto de tarde, sol desbotado, volta de campo
De goela aberta, grita um tajã junto ao lagoão
Bocal froxito num zaino negro, naco de pampa
Pingo de estampa que ando costeando pras precisão.

Uma milonga, das bem antigas, do velho gildo
Sai num silbido e ganha vida ao céu da invernada
Meu ovelheiro bajo el estrivo troteia largo
Um irmão que trago comigo nas campereadas.

No horizonte assoma um vulto, rancho campeiro...
Meu paradeiro, templo crioulo, altar sem luxo
Quanto mais perto, mais me liberto aqui neste fundo
Um fim de mundo, mas pago bueno... Dos mais gaúchos.

Boleio a perna num galpãozito de quatro esteios
Saco os arreios e lavo o lombo do meu bagual
De fogo aceso, encho a cambona pra um mate novo
Que eu sou de um povo de jeito simples e alma rural.

A noite desce e junto com ela, sombras e amores
Grilos cantores e pirilampos clareando a paz
Enquanto o palheiro vai se esvaindo pela fumaça
Eu acho graça dos movimentos que o tempo faz.

Troveja longe... Se vira o vento, talvez garoe
Deu numa rádio, que vem se armando de sopetão
Folgo meu potro e por desaforo ajeito uns tentos. Resto de tarde, sol desbotado, volta de campo
De goela aberta, grita um tajã junto ao lagoão
Bocal froxito num zaino negro, naco de pampa
Pingo de estampa que ando costeando pras precisão.

Uma milonga, das bem antigas, do velho gildo
Sai num silbido e ganha vida ao céu da invernada
Meu ovelheiro bajo el estrivo troteia largo
Um irmão que trago comigo nas campereadas.

No horizonte assoma um vulto, rancho campeiro...
Meu paradeiro, templo crioulo, altar sem luxo
Quanto mais perto, mais me liberto aqui neste fundo
Um fim de mundo, mas pago bueno... Dos mais gaúchos.

Boleio a perna num galpãozito de quatro esteios
Saco os arreios e lavo o lombo do meu bagual
De fogo aceso, encho a cambona pra um mate novo
Que eu sou de um povo de jeito simples e alma rural.

A noite desce e junto com ela, sombras e amores
Grilos cantores e pirilampos clareando a paz
Enquanto o palheiro vai se esvaindo pela fumaça
Eu acho graça dos movimentos que o tempo faz.

Troveja longe... Se vira o vento, talvez garoe
Deu numa rádio, que vem se armando de sopetão
Folgo meu potro e por desaforo ajeito uns tentos.r


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

NACO: Pedaço (de fumo em corda ou de carne).

PAMPA: Descampados cobertos de vegetação rasteira onde a vista se estende ao longe; compreende desde a Província da Pampa Austral, ao sul de Buenos Aires (Argentina) até os limites do RGS com o Estado de Stª Catarina (Brasil).

INVERNADA: Subdivisão de uma Fazenda; designa também, departamento de um CTG (Entidade Tradicionalista).

RANCHO: Primeira habitação erguida no Continente de São Pedro, edificada com material que abundava no local (leiva, torrão, pedra ou pau-a-pique e barreado), coberto com quincha.

PAGO: Lugar em que se nasce, de origem

ARREIOS: Conjunto da encilha.

BAGUAL: excelente, bom, ótimo ou cavalo xucro

CAMBONA: Pava

MATE: Só é mate se tiver algum jujo (chá) junto com a erva.

POVO: Vila, distrito.

PALHEIRO: Cigarro feito de fumo-em-rama, cortado, picado, moído e enrolado em palha-de-milho.

POTRO: Cavalo novo que ainda não levou lombilho.

DESAFORO: Insulto.

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(letra e música para ouvir) Resto de tarde, sol desbotado, volta de campo De goela aberta, grita um tajã junto ao lagoão Bocal froxito num zaino negro, naco de pampa Pingo de estampa que ando costeando pras precisão.
Era Assim Naquele Tempo de Cesar Oliveira e Rogério Melo

Com uma trajetória de sucesso Cesar Oliveira e Rogério Melo em seu CD Era Assim Naquele Tempo, lançado em 2012, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Cesar Oliveira e Rogério Melo.

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