Letra da música
Aos Tapas com o Temporal
Gaúcho da Fronteira

CD Gaúcho Doble Chapa (2009)


Esta música está disponível para ouvir

A tarde boceja um vento na volta do corredor
E o gado veio a tranquito pras bandas do parador
Lá na lonjura uma garça cortou o horizonte gris
Parecia a mão de deus escrevendo com um giz.

A noite estendeu seu poncho, se atorou um raio no meio
Abriu os rojões do tempo e o aguaceiro se veio
Não se via um palmo a diante a não ser num relampo
Mostrando um mar campo a fora se esparramando no campo.

A estrada abriu-se d’água, perdi o rumo do passo
Com o vento ondulando tudo e a chuva dando guascaço
A água vinha roncando tingindo a terra vermelha
Tal sangue de uma degola bufando fora das veia.

Passei a noite a cavalo de molho num banhadal
Tomando coice e raio e os tapas de um temporal

Só fui criar a alma nova num outro dia bem cedo
Ao ver de longe o meu rancho entre a copa do arvoredo


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

PALMO: Medida do sistema sexagesimal: sendo linear é de 22 cm.; sendo superficial é de “22 cm X uma légua (6.600m) = 1.452m2”.

COICE: Tem dois sentidos: Patada violenta de um animal; ou, a 1ª junta de bois cangados.

RANCHO: Primeira habitação erguida no Continente de São Pedro, edificada com material que abundava no local (leiva, torrão, pedra ou pau-a-pique e barreado), coberto com quincha.

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(letra e música para ouvir) A tarde boceja um vento na volta do corredor E o gado veio a tranquito pras bandas do parador Lá na lonjura uma garça cortou o horizonte gris Parecia a mão de deus escrevendo com um giz.
Gaúcho Doble Chapa de Gaúcho da Fronteira

Com uma trajetória de sucesso Gaúcho da Fronteira em seu CD Gaúcho Doble Chapa, lançado em 2009, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Gaúcho da Fronteira.

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