Letra da música
Pago Dileto
Os Monarcas

DVD Ao Vivo 40 Anos (2012)


Eu parto por longos caminhos meu pai minha mãe atenção
Entendam a estes pedidos do filho do teu coração
Não vendam os bois da carreta criados com estimação
Não peguem as coisas que eu deixo guardadas no velho galpão

Não mexam na fonte da serra tem muitos bichinhos por lá
A toca do murro de pedra lembranças dos tempos de piá
Não serrem os pés de pinheiros moradas de muitos irapuás
Não cortem as lindas palmeiras lugar do cantor sabiá

Não tirem o verde dos campos belezas que a muitos consola
Não colham as flores das matas das quais o perfume se enrola
Não deixem armar arapucas as aves não querem gaiolas
Seu canto nos traz melodias que rimam ao som da viola

Daqui alguns tempos deus queira que eu volte sem mágoas ilhais
Que eu possa abraçar novamente os velhos queridos meus pais
Que eu sinta meu pago dileto feliz a cantar madrigais
Que eu veja meu mundo de outrora com todas as coisas iguais


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

CARRETA: Veículo rústico e primitivo meio de transporte coletivo ou de cargas que chegou aqui no Pago Gaúcho, vindo dos romanos para a península Ibérica, tendo origem na Mesopotâmia.

GALPÃO: Tipo de edificação que com o rancho forma um conjunto habitacional no RGS; numa Estância ou numa Fazenda, abriga o alojamento da peonada solteira, os depósitos de rações, almoxarifados, apetrechos, aperos, galpão-do-fogo, etc.

PAGO: Lugar em que se nasce, de origem

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(letra e música para ouvir) Eu parto por longos caminhos meu pai minha mãe atenção Entendam a estes pedidos do filho do teu coração Não vendam os bois da carreta criados com estimação Não peguem as coisas que eu deixo guardadas no velho galpão

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