Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Do Cerne da Terra

Júlio Saldanha · Cantigas de Amor e Rio (cd duplo)

Capa de Cantigas de Amor e Rio (cd duplo)
Júlio Saldanha

Do Cerne da Terra

Cantigas de Amor e Rio (cd duplo)
Matei a sede na vertende das canhadas Que brotam frias das raízes do capim Forjando a templa que carrego como marca Dos que cruzaram por aqui antes de mim Se sou herdeiro desde chão que nos abriga Esta canção quero cantar pra ti Agradecer a sombra amiga deste mato E a cada amigo que plantei aqui (O mesmo rio que no divide, mata sede A mesma terra dividida, mata a fome Por que razão plantar fronteiras e tapumes Se os corações são iguais em cada homem) Que se acendem nessa noite as labaredas Que nos aqueçam o angico e o tarumã Das mesma terra brotem outros com mais viço Para aquecer os pescadores do amanhã
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