Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Velhas Brancas

Mário Barbará · Bruxarias

Capa de Bruxarias
Mário Barbará

Velhas Brancas

Bruxarias · 1995
Na tarde quente onde as velhas brancas cheiram a talco, Sonham meninas com falsos reis e quebram o salto, Pula sarjeta, pede gorjeta, um magro menino, Toma uma coca e o padre toca outra vez o sino A tarde segue, seguem turistas no mesmo passo, A rua corre, corre a cidade num só compasso, Verte cerveja de alguma mesa, abre a sinaleira E dorme um homem, de sono e fome, numa cadeira Um gordo sacode a pança, carregando uma criança, Homens trabalham suados, rindo com olhos esbugalhados E num suplício alguém faz comício e promete tudo, Crê nas promessas e um velho bobo come um cascudo Sonham com fama, mijam na grama, fazem sucesso Roubam chicletes, novos pivetes, em seu progresso Um gordo sacode a pança, carregando uma criança Homens trabalham suados, rindo com olhos esbugalhados
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