Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Gaudério

Paixão Côrtes · Paixão Côrtes

Capa de Paixão Côrtes
Paixão Côrtes

Gaudério

Paixão Côrtes · 1970
Na estância toda semana eu campereei de sol a sol E hoje sábado e com gama me corto vera tirana Com duas braças de sol. Cantado: Meu zaino negro galhardo abro o pala em cima da anca E a larga bombacha branca sobre a badana de pardo. Fogoso pingo estradeiro sabe onde vou e onde vai E segue abraçando o freio a galopito no mais. Falado: Nas quebradas e coxilhas as canções das sangas claras Estão pedindo silencio para os rufos do meu lenço E o alvoroço do meu pala. Cantado: Sobe os pastos do chão de toda quieta querência O cheiro fino de essência chinoca e manjericão. Falado: Chaga enfim a paisanita e diz me adeus num lindo mono Coma graça humilde esquisita como a flor d ecinamomo. Cantado: E no aconchego do rancho dentro da noite invernal Paira um campeiro perfume de flor gaúcha entre o xergalo Cai a geada e o flete relicha branquiando pelo arrepiado Olha noite pela frincha, então o silencio é gelado. Falado: É um frio que ninguém se arrima que hai até em noites daquelas Neves coalhadas la em cima na pocilgas das estrelas Cantando: E os nosso peitos amantes, o ar parece que corta Que os fogões dos amantes...
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