Letra da música
Baile de Fronteira
Luiz Carlos Borges

CD Campeiros vol. 1 (1999)


Esta música está disponível para ouvir

É num baile de fronteira que a gente pode aprender
Esse balanço safado de se dançar chamamé
Tem que ter manha no corpo, pra sapatear tem que ter
Tranco de sapo baleado e jeitão de jaguaretê
Tudo começou em corrientes, num baile, veja você
Também se orelhava um truco, que é um modo de se entreter
Um ás que sobrou na mesa bastou pra coisa ferver
A cachaça brasileira alguma culpa há de ter
Se foi tiro ou cimbronaço, pago pra ver
Deixa que venha no braço pra se entender
Se o facão marca o compasso, deixa correr
Enquanto sobrar um pedaço vamo metê
O gaiteiro era buerana, não deixou o baile morrer
Parou um valseado de seco e sapecou um chamamé
Ficou só um casal dançando, gritando oiga-le-tê
Que por quatro ou cinco tiros, não vamos se aborrecer
Dançar na ponta da adaga não é tomar tererê
Tem que cordear pros dois lados, fazendo o poncho esconder
Daí surgiu esse tranco que foi até o amanhecer
Quanto mais corria bala, melhor ficava pra ver
Se foi tiro ou cimbronaço, pago pra ver
Deixa que venha no braço pra se entender
Se o facão marca o compasso, deixa correr
Enquanto sobrar um pedaço vamo metê


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

PAGO: Lugar em que se nasce, de origem

PONCHO: Pilcha, espécie de capa sem abertura e de gola redonda que abriga do frio.

TRANCO: Andadura lenta dos eguariços.

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(letra e música para ouvir) É num baile de fronteira que a gente pode aprender esse balanço safado de se dançar chamamé tem que ter manha no corpo, pra sapatear tem que ter tranco de sapo baleado e jeitão de jaguaretê
Campeiros vol. 1 de Luiz Carlos Borges

Com uma trajetória de sucesso Luiz Carlos Borges em seu CD Campeiros vol. 1, lançado em 1999, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Luiz Carlos Borges.

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