Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Invernos

Grupo Quero Quero · Rumo ao Fandando

Capa de Rumo ao Fandando
Grupo Quero Quero

Invernos

Rumo ao Fandando · 1999
Parece que o inverno brabo me pegou desprevenido Cresce o calor da Água quente no mate recÉm cevado Emparceira o poncho aberto ao redor do fogo que arde E esse frio que vem do miolo, me gelando sem alarde Baixa a poeira das jornadas no fundo do corredor Muitas tropas jÁ passaram, outras nem mesmo se vÃo A vida passa ligeira, sem pena nos atropela Meu gateado que cruzava, hoje espera na cancela Aperta o ronco do mate, sofrena um trago da canha Esquenta o fogÃo campeiro, mas É pouco pra friagem Acendo quieto o palheiro, tragando fumaÇa larga Espicho a dor dos invernos com a que o coraÇÃo amarga Se a pampa vai se alargando, fugindo do tempo feio Vaga perdida na noite minha estrela campesina A trote busco no hoje razÃo pra toda minha vida Cresce o valor da querÊncia nestas lÉguas distorcidas Os olhos param no fogo e na fumaÇa que sobe Bombeiam mais o meu sangue, o pulsar das emoÇÕes Arredio sangue pampeano, crioulo mais do que o mate Sonhando vivo o rio grande, deitado em riba do catre (refrão)
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