Letra da música
A Voz do Gaudêncio
Os Monarcas

LP Rancho sem Tramela (1985)


Andaram dizendo que o pampa calou
Que o povo parou para ouvir o silêncio
Mentira daqueles que falam de nós
Escutem a voz do negro Gaudêncio

(Gravada no tempo do bolo de milho
Que o pai e o filho viviam da terra
Parando rodeio, correndo carreira
E guardando a fronteira em tempo de guerra)

A fúria dos ventos que chega do norte
Tem cheiro de morte tirado da rede
O mundo acampado à beira do rio
Tirita de frio e morre de sede

(Tratados de paz alegram vivente
Passado e presente proseiam agora
Projetam no tempo a minha canção
Amor e razão não precisam espora)

Andaram dizendo que o pampa calou
Que o povo parou para ouvir o silêncio
Mentira daqueles que falam de nós
Escutem a voz do negro Gaudêncio

(Verdade se diga na cara de todos
Os grandes engodos são sempre distintos
Convidam os pobres pras festas povoeiras
Que vivem à beira dos ranchos famintos)


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

PAMPA: Descampados cobertos de vegetação rasteira onde a vista se estende ao longe; compreende desde a Província da Pampa Austral, ao sul de Buenos Aires (Argentina) até os limites do RGS com o Estado de Stª Catarina (Brasil).

POVO: Vila, distrito.

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(letra e música para ouvir) Andaram dizendo que o pampa calou Que o povo parou para ouvir o silêncio Mentira daqueles que falam de nós Escutem a voz do negro Gaudêncio
Rancho sem Tramela de Os Monarcas

Com uma trajetória de sucesso Os Monarcas em seu LP Rancho sem Tramela, lançado em 1985, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Os Monarcas.

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