Letra da música
Alma de Campo
Grupo Querência

CD O Querência Chegou! (1997)


Esta música está disponível para ouvir

Tô sufocado dentro deste apartamento
Quatro paredes não me deixam "tomar ar"
A minha alma não quer mais confinamento
Me vou pro campo que eu preciso respirar

Meu tirador vai "flecoteá" pelas macegas
Quem não se entrega traz o minuano na cara
Quero alecrim dos verdes campos do meu pago
Fazendo "afagos" nestas ventas, sem amarras

Quero o xucrismo da marcação de mangueira
Pra alma campeira se "esparramá" com as melenas
E um mate gordo na ciranda dos costumes
Brotando ciúmes "faiscados" nas chilenas

Vou lá pra o fundo da invernada de à cavalo
Prumo de galo bombeando a anca boieira
Quero "lascá" deste meu peito, um "era boi"
Na tarca e marca que persiste a vida inteira


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

TIRADOR: Avental de couro; pilcha exclusiva de serviço.

MINUANO: Vento predominante frio e seco, que sopra do quadrante SW (Alegrete, Uruguaiana, Quaraí, Barra do Quaraí) - donde habitavam os nativos (índios) denominados Minuanos (por essa razão), que se tornaram hábeis campeiros (laçadores e boleadores).

MATE: Só é mate se tiver algum jujo (chá) junto com a erva.

INVERNADA: Subdivisão de uma Fazenda; designa também, departamento de um CTG (Entidade Tradicionalista).

TARCA: Apetrecho de marcar contas.

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(letra e música para ouvir) tô sufocado dentro deste apartamento quatro paredes não me deixam "tomar ar" a minha alma não quer mais confinamento me vou pro campo que eu preciso respirar
O Querência Chegou! de Grupo Querência

Com uma trajetória de sucesso Grupo Querência em seu CD O Querência Chegou!, lançado em 1997, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Grupo Querência.

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