Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

As Tamancas do Cecêu

Marcelo Oliveira · Tempo Escrito

Capa de Tempo Escrito
Marcelo Oliveira

As Tamancas do Cecêu

Tempo Escrito · 2010
"conheci esse mulato Parecia um carrapato Que era um prego no lombilho Pra cumprir a "patacuada" De bombacha remangada Fez as honras pra o tordilho." Nos dizeres do cêceu Que seu mango era ateu So a lua que era santa Quando um urco renegado O cêceu desaforado Gineteava de tamanca Com malevas na maneia Esperando a lua cheia Pra fazer essa façanha Nas tamancas oitavado O cêceu encorujado Se lambia numa canha Quando logo anoiteceu Foi quem disse o dom cêceu Que a lua se tardou Enfrenando este duelo O seu último martelo Foi num gole que tomou Assobiando o boi barroso Com seu lenço já seboso E um nó de maragato Assim foi ao despacito Contragadas no seu grito Pois gaúcho era o mulato O tordilho ronconeiro Que por mal e caborteiro Era "tronxo" de uma orelha E o maula corcoveando Já saiu esparramando O bruxismo da gadelha Uma toca de coruja Um trodilho cara suja Foi entao que se perdeu Ecoava esse barulho Tilintando o pedregulho Das tamancas do cêceu Quando logo anoiteceu Foi quem disse o dom cêceu Que a lua se tardou Enfrenando este duelo O seu último martelo Foi num gole que tomou Assobiando o boi barroso Com seu lenço já seboso E um nó de maragato Assim foi ao despacito Contragadas no seu grito Pois gaúcho era o mulato
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