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Florecita

Por Ter Querência na Alma (2002)

Joca Martins

Naquela xucra alma de botão
Havia lichiguanas arranchadas
Quando um chamamé enchia a sala,
Retouçando o pó das madrugadas.

E os olhos da morena Florecita
Eram lampejos de um vagalume...
Bailando com a graça das potrancas,
Deixava em cada canto o seu perfume.
Não sei de onde me vem a inspiração...
Mas sempre quando toca um chamamé recordo o rancho,
O Santa-Fé...
E a luz solita de um velho lampião.

E faço no aramado um violão
Os versos que eu queria dar pra ela...
Mas por haver no mundo uma cancela, a Florecita é só recordação.


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