Letra da música
Alma de Estância e Querência
Luiz Marenco

CD Luiz Marenco nos Festivais (1999)


Da gadaria faz silhueta a madrugada
Das quatro quadras da invernada do branquilho
Rodeio grande, saltou cedo a peonada
Levando a lua na cabeça do lombilho

A mim me toca repontar o fundo do campo
Na hora santa em que a manhã tira o seu véu
Levo na testa do gateado a última estrela
Que aquerenciada não quis mais voltar pra o céu

E o meu cavalo que "le gusta" ouvir um silvido
Olha comprido e põe tenência nas orelhas
Enxergo o gado e o assobio sai tão sentido
Que acende o sol num gravatá crista vermelha

O boi compreende o chamado da melodia
E a gadaria pisoteia um santa fé
Chegam no passo da restinga, e uma traíra
Atira um bote à flor azul de um aguapé

Olhando a ponta que encordoa pra o rodeio
Cresce o anseio de viver nestas lonjuras
Bárbara é a lida no lombo dos arreios
E alma de campo é a rendição destas planuras

Já me disseram que se acabam as invernadas
Que retalhadas marcam o fim dessa existência
Mas trago a essência e a constância de um olho d'água
E a alma penduada com sementes de querência


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

INVERNADA: Subdivisão de uma Fazenda; designa também, departamento de um CTG (Entidade Tradicionalista).

TENÊNCIA: Atenção.

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(letra e música para ouvir) da gadaria faz silhueta a madrugada das quatro quadras da invernada do branquilho rodeio grande, saltou cedo a peonada levando a lua na cabeça do lombilho
Luiz Marenco nos Festivais de Luiz Marenco

Com uma trajetória de sucesso Luiz Marenco em seu CD Luiz Marenco nos Festivais, lançado em 1999, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Luiz Marenco.

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