A Fábula dos Bois


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O avo chegava de perto os passos do neto que lhe seguia
Assim de manso falava ao guri que escutava tento ao que ouvia;
Contava de um boi brasino com o mesmo destino de outro boi osco
Puxavam pela estrada
A carreta pesada, sem mágoa ou desgosto.
Dois de lombo judiado e um rumo marcado nas faces do chão
Empurrando pra frente os sonhos da gente em cooperação
Dividindo o encargo andaram no pago no sol e na geada
Nesta antiga ciência
De repartir experiência durante a jornada.

Cooperar para o mundo ganhar é a moral da história
Se pelo caminho ninguém vai sozinho é certa a vitoria;
No exemplo dos bois, somada entre dois a missão é cumprida
Em cooperativismo, carreteando o otimismo na estrada da vida.

Misto sorriso e confiança mo olhar da criança que ouvia o relato
Sorvendo toda magia na sabedoria que havia nos fatos
Assim no mais entendeu que o rio grande cresceu na força conjunta
Mas o que se pode esperar?
Que futuro vai se mostrar? estas foram as perguntas
Meu neto quero dizer que não dá pra saber o que há pela frente
Deus só permite enxugar o que existe no tempo presente
Dois bois nunca te esqueças sempre obedeça teu bom coração
Reparta com quem te ajudar
A vida é cooperar na carreta da união.


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

GURI: menino, garoto (Se usa em outras partes do Brasil)

CARRETA: Veículo rústico e primitivo meio de transporte coletivo ou de cargas que chegou aqui no Pago Gaúcho, vindo dos romanos para a península Ibérica, tendo origem na Mesopotâmia.

PAGO: Lugar em que se nasce, de origem

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Walther Morais - A Fábula dos Bois (letra e música para ouvir) O avo chegava de perto os passos do neto que lhe seguia assim de manso falava ao guri que escutava tento ao que ouvia; contava de um boi brasino com o mesmo destino de outro boi osco puxavam pela estrada

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