Letra da música
Rastros e Milongas
Luiz Marenco

CD O Primeiro Canto (2018)


Meu verso não tem costeio mas tem alma de Tahã
Cor de cinza e picumã que se perde céu acima
Troca de pluma reanima faz ninho empeça postura
Chocando alma e lonjura pra descascar uma rima

Tem feições de cardo e tuna em meio a campos floridos
E nos acordes sentidos com primavera nas mãos
Libera a voz da emoção com ressabios e segredos
E o que me falta nos dedos, me sobra no coração

Deixar rastos e milongas sinais de cascos e esporas
É como semear Rio Grande vida à dentro, campo à fora
Vida à dentro, campo à fora

Meu canto é parte de mim, anda comigo à cavalo
Por entre domas e pealos em tropas ou recorridas
Com esperanças perdidas e saudades mal domadas
Com cicatrizes lavradas dos esporaços da vida

Por isso tenho milongas entranhadas no meu ser
E poucos hão de entender que meu verso pêlo duro
Abre rasto prá o futuro, sesteia em sombras de molhos
E guarda luas nos olhos para enxergar no escuro


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

PÊLO: Pelagem (cor dos pêlos) de animais.

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(letra e música para ouvir) Meu verso não tem costeio mas tem alma de Tahã Cor de cinza e picumã que se perde céu acima Troca de pluma reanima faz ninho empeça postura Chocando alma e lonjura pra descascar uma rima
O Primeiro Canto de Luiz Marenco

Com uma trajetória de sucesso Luiz Marenco em seu CD O Primeiro Canto, lançado em 2018, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Luiz Marenco.

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