Letra da música
Bochincho
Noé Teixeira

CD Chimarrão: Mateando Uma Esperança (2018)


Num bochincho certafeita
Fui chegando de curioso
Que o vicio e que nem sarnoso
Nunca para e nem se ajeita
Baile de gente direita
Vi de pronto que nao era
Na noite de primavera
Gaguejava a voz de um tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quirera"

Chinocas de todo o porte
E gauderios do queixo roxo
Corria um bochincho froucho
Naquela noite de julho
E a nao ser pelo barulho
Da velha gaita manheira
So se ouvia a tinideira
De esporas no pedregulho

Meu pingo mascava o freio
Num palanque da ramada
Pateando de cola atada
Pois sempre fui previnido
Em pagos desconhecido
Nao me descuido por nada
Voltava de uma tropeada
E ali me achava entretido

Marca vem e marca vai
E a cordeona resmungava
Mas tinha um indio que olhava
Demais, pra minha chinoca
Lagarto que sai da toca
Quer chumbo, diz o ditado
E eu me paro embodocado
Quando um olhar me provoca

Me rasgaram a bombacha
E me esfiaparam todo o pala
Mas fiquei dono da sala
E antes que clareasse o dia
Vi o ultimo que fugia
Num zaino mouro de em pelo
Mas deixaram pra sinuelo
A china que eu mais queria


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

BOCHINCHO: Briga feia, festa informal

PINGO: Afetivo de cavalo de estimação.

PALANQUE: Esteio grosso e forte, onde se amarram animais.

CHINA: Mulher mameluca (primeira companheira do gaúcho).

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(letra e música para ouvir) Num bochincho certafeitafui chegando de curiosoque o vicio e que nem sarnosonunca para e nem se ajeitabaile de gente direitavi de pronto que nao erana noite de primaveragaguejava a voz de um tangoe eu sou louco por fandangoque nem pinto por quirera"chinocas de todo o portee gauderios do queixo roxocorria um bochincho frouchonaquela noite de julhoe a nao ser pelo barulhoda velha gaita manheiraso se ouvia a tinideirade esporas no pedregulhomeu pingo mascava o freionum palanque da ramadapateando de cola atadapois sempre fui previnidoem pagos desconhecidonao me descuido por nadavoltava de uma tropeadae ali me achava entretidomarca vem e marca vaie a cordeona resmungavamas tinha um indio que olhavademais, pra minha chinocalagarto que sai da tocaquer chumbo, diz o ditadoe eu me paro embodocadoquando um olhar me provocame rasgaram a bombachae me esfiaparam todo o palamas fiquei dono da salae antes que clareasse o diavi o ultimo que fugianum zaino mouro de em pelomas deixaram pra sinueloa china que eu mais queria
Chimarrão: Mateando Uma Esperança de Noé Teixeira

Com uma trajetória de sucesso Noé Teixeira em seu CD Chimarrão: Mateando Uma Esperança, lançado em 2018, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Noé Teixeira.

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