Letra da música
Bom de Taco
Velho Milongueiro

CD Ser Poeta (1990)


Com fama de bom de taco fui pra porto alegre
E lá na voluntários achei um parceiro –
Fomos pro mini “snuk” quando lá cheguei,
Com ele eu joguei todo o meu dinheiro.
Ele chorou um pouco e dei três bolinhas
Cinco deles, duas minhas naquele entreveiro –
Depois eu descobri que ele era um malandrão,
E também botei na mesma ocasião
Que os meus trocados iam bem ligeiro.

E eu só com duas bolas naquela confusão,
Cada tacada que eu dava ma batia o coração –
Bola vai e bola vem, nenhuma queria entrar
Por que o taco desgraçado
Sempre entortava pro lado e não dava pra encaçapar!

E ali passamos a tarde naquela disputa
Uma travada luta e logo a noite veio –
E quando eu vi que estava anoitecendo,
Eu já estava vendo o negócio feio.
O malandro jogava uma coisa de louco
Mas dali um pouco eu virei os arreios
Pensei assim comigo : o jogo é uma escola
Não é que nessa uma jogada cola
E eu meti três bolas no furo do meio.

Quando clareou o dia eu estava apavorado,
Louco de cansado e me sentindo fraco,
Ao redor da mesa eu cuspia e fumava
E já nem enxergava onde era os buracos.
Mas como todo jogo tem peru de fora
Chegou naquela hora o meu puxa saco,
Em homenagem a ela eu fiz uma jogada
Meti duas bolas na mesma tacada
Mostrei pro camarada que sou bom da taco!


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

RETACO: Vivente de pequena estatura, porém, entroncado e forte.

ARREIOS: Conjunto da encilha.

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(letra e música para ouvir) Com fama de bom de taco fui pra porto alegre e lá na voluntários achei um parceiro – fomos pro mini “snuk” quando lá cheguei, com ele eu joguei todo o meu dinheiro.
Ser Poeta de Velho Milongueiro

Com uma trajetória de sucesso Velho Milongueiro em seu CD Ser Poeta, lançado em 1990, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Velho Milongueiro.

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