Letra da música
Bolicheiro de Vila
Os Mateadores

LP Bolicheiro de Vila (1992)


Sou bolicheiro e vou le contar
Lidar com o povo, a coisa não é mansa
Não tenho tempo nem de me coçar
É canha no copo e bóia na balança

Já na segunda os "problema" começam
Os "homi-da-lei" querendo alvará
Os da prefeitura me medindo a peça
Os da saúde mandando lava

A meia-noite eu fecho o boteco
Saio pra vila prestando socorro
Tem cada porre de "estraviá" os "taréco"
E cada pauleira de junta cachorro

Tem nego bom que se faz de louco
Me compra "fiado" e manda devolver
Seu papo-sujo me devolva o troco
Batata podre não dá para comer

Descobri um geito de vender barato
É pelo peso, produto e tamanho
Tem tanto os nego que me chama de gato
Já tenho medo até de tomar banho

A meia-noite eu fecho o boteco
Saio pra vila prestando socorro
Tem cada porre de estraviá os "taréco"
E cada pauleira de junta cachorro

Ser bolicheiro lá na minha vila
A coisa seria só eu que sei
Já tava rico se eu vendesse a pila
Todas "putiadas" que ali já tomei

Às vezes penso no juizo final
Se o patrão do céu revisar meus cadernos
Se aqui na terra eu já ando mal
Pior se me mandam bolichiar no inferno

A meia-noite eu feicho o boteco
Saio pra vila prestando socorro
Tem cada porre de estraviá os "taréco"
E cada pauleira de junta cachorro


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

TAVA: O osso do jogo-do-osso.

PATRÃO: A maior autoridade de uma Estância, Fazenda ou CTG.

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(letra e música para ouvir) Sou bolicheiro e vou le contar lidar com o povo, a coisa não é mansa não tenho tempo nem de me coçar É canha no copo e bóia na balança
Bolicheiro de Vila de Os Mateadores

Com uma trajetória de sucesso Os Mateadores em seu LP Bolicheiro de Vila, lançado em 1992, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Os Mateadores.

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