Letra da música
Bailanta do Tibúrcio
Os Serranos

CD 25 Anos de Música para o Brasil (1994)


Esta música está disponível para ouvir

Vou contar de uma bailanta que existiu no meu pontão
Indiada do queixo roxo que nunca frouxou o garrão
Vinho curtido em barril e cachaça de borrachão

Os gaiteiros que eram buenos davam a mostra do pano
O Carlito e o Dezidério o Felicio e o Bibiano
Cambiando com o Juvenal num velho estilo pampeano

Dona china passou ruge ajeitou bem o cocó
Cruzou o jaguapassô lavou os pés no jaguassengó
Na bailanta do Tibúrcio balanceava o mocotó

Lembranças que são relíquias dos meus tempos de guri
Os pares todos bailando coisa mais linda eu não vi
Um agarrado no outro pra mode de não cair

E lá pela madrugada bem na hora do café
Dom Tibúrcio mestre sala gritava batendo o pé
Agora levanta os home para comer as muié

Milho assado era o catete plantado de saraqüá
Feijão preto debulhado a bordoada de manguá
Bóia melhor do que essa lhes garanto que não há

É lá no velho pontão linda terra de fartura
Queijo, ambrosia e melado bolo frito e rapadura
Batata deste tamanho e mandioca desta grossura

Mas que tempo aquele tempo que se vivia feliz
Só a saudade restou lá no garrão do país
Da bailanta do Tibúrcio vertente, cerne e raiz


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

CHINA: Mulher mameluca (primeira companheira do gaúcho).

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(letra e música para ouvir) Vou contar de uma bailanta que existiu no meu pontão Indiada do queixo roxo que nunca frouxou o garrão Vinho curtido em barril e cachaça de borrachão
25 Anos de Música para o Brasil de Os Serranos

Com uma trajetória de sucesso Os Serranos em seu CD 25 Anos de Música para o Brasil, lançado em 1994, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Os Serranos.

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