INFORMAÇÕES DA MÚSICA

Quero Ficar na Campanha

Os Serranos

CD Nação Serrana (2008)

Lá na campanha minha luz de candieiro
Maecha de lã e baixeiro com sebo seco de rês
O meu sustento levo na ponta do lápis
Só compro de um tal mascate que vem lá de quando em vez

Tenho um relógio que dorme no oitão da casa
Me acorda batendo asa e eu salto fora do catre
Atiço as brasas e já chamusco uma costela
Depois tiro o sal da goela numa cambona de mate

Tomo meu banho a bola pé no açude
Pois chuveiro de índio rude é tapado de água-pé
De vez em quando pra poder dar umas braciada
Tenho que abrir picada no meio do jacaré

Tomo meu banho a bola pé no açude
Pois chuveiro de índio rude é tapado de água-pé
De vez em quando pra poder dar umas braciada
Tenho que abrir picada no meio do jacaré

Nas noites quentes quando o sono vai-se embora
Eu tiro o catre pra fora e me tapo com o infinito
Ventilador de campanha é porta aberta
E uma mão que fica alerta manotiando algum mosquito

Quando eu me for me enterrem na paz do campo
Pra eu olhar os pirilampos encher a pampa de luz
Não façam cerca, pro gado me pisar em cima
E o meu mouro coçar a crina se esfregando na minha cruz.

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BAIXEIRO

Xergão (1º apero que se coloca no lombo puro do animal).

CAMBONA

Pava

CATRE

Cama rústica improvisada com o “maneador” passado entre dois varões que unem dois pares de pés em forma de “X”, sobre o que, coloca-se forros (pelegos).

PAMPA

Descampados cobertos de vegetação rasteira onde a vista se estende ao longe; compreende desde a Província da Pampa Austral, ao sul de Buenos Aires (Argentina) até os limites do RGS com o Estado de Stª Catarina (Brasil).