Letra da música
Assombração
Jari Terres

CD De Rédeas na Mão (2005)


No campo da frente das casas da estância
Gritou o quero-quero, anunciando a chegada
O perro criollo alardeou na distância
Ninguém entendeu aquilo por nada

O ermo do campo estendia-se léguas
Nenhum andarilho se via chegando
Somente as tambeiras, potrilhos e éguas
E o pasto nativo seguia brotando

São tantas as vezes que isso acontece
Os bichos pressentem que alguém vai chegar
E a gente que pensa, às vezes, se esquece
Que há coisas que os olhos não podem olhar

Barulhos de cascos chegando nas casas
E vozes que chamam por entre arvoredos
Imaginação que por vez cria asas
Ou velhos fantasmas na sombra do medo

A voz das taperas, chorando pedaços
De um tempo remoto em que o pago era moço
Histórias do velho enforcado no laço
Da moça encontrada no fundo do poço

Taperas, restingas, grotões, cemitérios
Herança de um tempo de adaga e garrucha
Projeta incertezas, crendices, mistérios
No imaginário da gente gaúcha

São tantas as vezes que isso acontece
Os bichos pressentem que alguém vai chegar
E a gente que pensa, às vezes, se esquece
Que há coisas que os olhos não podem olhar

Barulhos de cascos chegando nas casas
E vozes que chamam por entre arvoredos
Imaginação que por vez cria asas
Ou velhos fantasmas na sombra do medo

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(letra e música para ouvir) No campo da frente das casas da estância Gritou o quero-quero, anunciando a chegada O perro criollo alardeou na distância Ninguém entendeu aquilo por nada
De Rédeas na Mão de Jari Terres

Com uma trajetória de sucesso Jari Terres em seu CD De Rédeas na Mão, lançado em 2005, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Jari Terres.

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