Letra da música
Arremate da Vida
Cesar Passarinho

CD Arremate da Vida (2000)


Esta música está disponível para ouvir

Esta lágrima insistente
Abre surros no meu rosto
Da salmora sinto gosto
E despacito compreendo
Que a própria alma escorrendo
Do fundo desta vertente
Vai levar junto vivente
Que vai aos poucos morrendo

Já me serviu de disfarce
Muitas vezes nos galpões
A fumaça dos tições
Para as mágoas que carrego
E se meus olhos esfrego
Não quis que ninguém me notasse
Pela umidade da face
Que pouco a pouco me entrego

Se há um resto de coragem
O corpo não obedece
O sol já não mais aquece
A carcaça dolorida
E se a mente convida
Para um último reponte
Reparo que o horizonte
Está mais longe que a vida
{repete}

A solidão garroteia
Quem só tem por companheira
A saudade caborteira
O cusco, o mate e o pito
E se prepara solito
Pra empeçar a cavalgadas
Rumo a última morada
Lá na estância do infinito

E se prepara solito
Pra empeçar a cavalgadas
Rumo a última morada
Lá na estância do infinito

Se há um resto de coragem
O corpo não obedece
O sol já não mais aquece
A carcaça dolorida
E se a mente convida
Para um último reponte
Reparo que o horizonte
Está mais longe que a vida
{repete}


Algumas palavras contidas nesta letra estão em nosso dicionário de gauchês

DESPACITO: Vagarosamente.

MATE: Só é mate se tiver algum jujo (chá) junto com a erva.

ESTÂNCIA: Grande estabelecimento rural (latifúndio) com uma área de 4.356 hectares (50 quadras de sesmaria ou uma légua) até 13.068 hectares (150 quadras de sesmaria ou três léguas), dividida em Fazendas e estas em invernadas.

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(letra e música para ouvir) Esta lágrima insistente abre surros no meu rosto da salmora sinto gosto e despacito compreendo
Arremate da Vida de Cesar Passarinho

Com uma trajetória de sucesso Cesar Passarinho em seu CD Arremate da Vida, lançado em 2000, reporta ao público músicas que reforçam a grandeza e o orgulho pela tradição de cultuar o que é do Sul. Acompanhe e divulgue a música do RS ao som de Cesar Passarinho.

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