Música e letra

Bisneto de Farroupilha

Por Noel Guarany, do álbum Canta Aureliano de Figueiredo Pinto.

1978
Versão completa
Letra

Bisneto de Farroupilha

Pobre, mas livre gauchito no sol a sol sou o que sou Pois nem dom pedro segundo Não pode senhor de um mundo dobrar o meu bisavô Com essa alma guapa nos tentos debaixo do meu sombreiro Pelo poder do dinheiro nunca ninguém me dobrou. Pois nem o taura castilho famoso pelos codilhos Pode voltear meu avô e o tranco do meu lubuno Passam por mim carros finos com espertos e ladinos Que a escobação nem pilchou Sigo as vezes sem um cobre sem que a secura me dobre E se meu cavalo ta indo pobre mas a ninguém se dobrou. Conterrâneos, moços lindos com humildade de escola Curvem a espinha de mola no culto de um ditador Seja qualquer ele que for com a fumaça de um bom fumo Chapéu torto corto o rumo Ao tranco do meu lobuno sem dar louvado ao senhor. Deus velho dá o sol também ao que sabe ser torena E não suporto cadena de feiticeiro ou pagão Não me enredo nessas tranças E vou cruzando esses pampas sou escravo de coração Amigos quando eu me for ao país do eterno olvido Fica aqui este meu pedido antes que a morte comande Ponha-me ao peito sem xuxo O santo trapo gaúcho da tricolor do rio grande.