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A Estância Do Meu Pai

Que Droga de Vida / Infância Frustrada (1982)

Teixeirinha

Nunca pensei que um dia eu voltaria
lá na estância rever a casa amarela
entrar na porta e olhar peça por peça
me debruçar no parapeito da janela

vi o terreiro que eu brinquei quando criança
o arvoredo carregadinho de flôr
os campos verdes o açude aonde eu pescava
a vizinhança e o meu primeiro amor

os passarinhos aí
cantando alegre aí
só eu não vi a minha irmã
e o meu irmão minha mãe do coração
e o meu querido pai

eu perguntei para o capataz da estância
já bem velhinho custou a me reconhecer
seus pais morreram seus irmãos foram embora
isto é tudo que eu tenho prá lhe dizer

eu já sabia que os meus pais tinham morrido
só não sabia que os meus irmãos foram embora
voltei de novo a vestir minha bombacha
chapéu e lenço minhas botas e o par de espóra

montei de novo aí
outro cavalo aí
não voltei mais prá minha casa
na cidade para dar continuidade
na estância do meu pai

remodelei toda a estância novamente
planto arroz e crio gado charolês
meu pai no céu agora descansa em paz
por ver seu filho refazendo o que ele fez

os meus irmãos não querem mais a estância
comprei as partes fiquei de dono sozinho
reconquistei a minha antiga namorada
ela e a estância retomaram o meu carinho

adeus cidade aí
viver de louco aí
um casalzinho de gêmeos
veio outro dia aumentou minha alegria
na estância do meu pai.


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