Música e letra

Herança de Tropeiro

Por Walther Morais, do álbum Já Vem no Sangue.

2009
Versão completa
Letra

Herança de Tropeiro

Falado: Quando me paro a pensar sentado sobre o oitão Eu olho pra minha estampa e escuto meu coração Enquanto sorvo meu mate a tarde deita nos cerros Eu sigo o rumo das tropas e o badalar dos cincerros. Cantado: Eu tenho o campo e tanta estrada nos meus olhos Eu vim da terra, sou campeiro igual meu pai. Abri picadas a facão e a machado Buscando tropas lá pras bandas do uruguai Chapéu bem grande e botas fole de gaita Faca coqueiro que comprei lá nas missões Um bom cavalo companheiro de jornadas Raça gaucha promovendo integrações. Eu sou pampeano, sou serrano, eu sou gaucho Sou pelo duro, sou nativo, sou do sul Bombacha larga, tipo os quadros do berega A noite chega me tapo de céu azul. Eu desbravei as serranais desta terra Levando mulas pra feiras de sorocaba Eu sou tão simples e não sei contar vantagem Por que sou gaucho bem consciente não se gaba Passei a nado as águas do rio pelotas Tantas façanhas que nunca mais esqueci E quando penso neste herança de tropeiro Monto um cavalo e retorno a ser guri. Até os pinheiros onde fiz acampamento Vão se espichando como a procurar por mim Eu aproveito esta hora de descanso E deixo a alma pastoreando no capim. A gralha azul me faz mudar o pensamento Trazendo a imagem perfumada da emoção Daquela prenda caborteira e muito linda Levou com ela o meu gaúcho coração.