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Cancioneiro das Coxilhas

Nova Geração (2005)

Os Bertussi

Quando eu saio a cavalo,
Montado no meu baio,
Cortando as coxilhas,
Eu não acho atrapalho,
Com a gaita na garupa,
Pois eu a sempre tenho,
Vou dizendo que saio,
Só não sei é quando venho.

Atravesso as canhadas,
Só na marcha troteada,
E numa boa sombra,
Eu faço a sesteada,
Eu abro a minha gaita,
E dou uma tocada,
De coxilha em coxilha,
Só se ouve a toada.

E quando é de tardinha,
Que o sol já vai entrando,
Na casa de um fazendeiro,
Eu vou me aproximando,
Com licença moçada,
De longe eu vou gritando,
É o cancioneiro das coxilhas,
Que aqui ai vais chegando.

E quando os galos cantam,
No romper da madrugada,
Lidando na mangueira,
Junto com a peonada,
Tomando um bom amargo,
No baio eu jogo a encilha,
E alegre se despede,
O cancioneiro das coxilhas.


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