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Perceverano Medeiros

Mbororiano, Rio Grandense e Brasileiro (2020)

Mano Lima

Meu nome é Perseverano,
Perseverano Medeiros,
Vivi laçando e pealando,
Alçados e caborteiros.

Nas Missões e na fronteira,
Inté hoje sou lembrado,
Meu laço numa porteira
Trazia um pealo marcado.

Quase trezentos terneiro
Pealei numa marcação,
O que ganhava o potreiro,
Batia os beiço no chão.

Mas de tanto tironaço,
Foi aumentando o calor,
Derreti a argola do laço,
Incendiei o tirador.

Sou do tempo da fartura,
Do boi da aspa torcida,
Da adaga e da benzedura,
Da madrugada comprida.

Um dia peguei a estrada
De onde não volta ninguém,
Nunca me assustei de nada,
Sou cria do Itaroquém.

(Me transformei em memória,
Vagando nesses rincões,
Hoje vivo em cada história
Que deixei pelos galpões.

Gastei lombilho estradeando
Por esses pagos fronteiros,
Meu nome é Perseverano,
Perseverano Medeiros.) Bis

Meu nome é Perseverano,
Perseverano Medeiros.


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