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Embuçalando a Potrada

Um Taura do Rio Grande (2018)

Walther Morais

Cantam galos no terreiro
No capão, a passarada
Despertando este campeiro
Do colo da madrugada

Cheiro de relva orvalhada
Invade o meu galpão
Cambona e cuia de jeito
Vou cevar meu chimarrão

Enquanto sorvo o amargo
Vou encilhando o gateado
Parceiro de campo e encargos
Que, a mim, foram confiados

No bate casco do pingo
No más, me vou pra mangueira
Pra lidar c’o a cavalhada
Que veio lá da fronteira

Com esporas no garrão
Entesto a lida campeira
Mesclando campo e galpão
Encilha, potro e mangueira

E, assim, passo o meu dia
Embuçalando a potrada
Em meio aos maneadores
Mango e maneia sovada

Aguachado e pelechando
Das orelha’ aos entre-cascos
Vou logo adelgaçando
Um redomão nos meus bastos

Troco o bocal pelo freio
Rédea pronta, quebro o cacho
Que está domado de cima
Vou domar outro de baixo

E quando o sol vai caindo
Se escondendo na coxilha
Este taura campesino
Do bolicho encontra a trilha

De volta, cortando os pastos
Na noite enluarada
Ginete, cavalo e cusco
Se espelhando nas aguadas

Com esporas no garrão
Entesto a lida campeira
Mesclando campo e galpão
Encilha, potro e mangueira

E, assim, passo o meu dia
Embuçalando a potrada
Em meio aos maneadores
Mango e maneia sovada

Com esporas no garrão
Entesto a lida campeira
Mesclando campo e galpão
Encilha, potro e mangueira

E, assim, passo o meu dia
Embuçalando a potrada
Em meio aos maneadores
Mango e maneia sovada

Letra: João Alberto Pretto
Música: Pedro Neves


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